Crio uma crônica pura. Sou Deus. Elejo pilares.
Teço a criação sem muita ponderação e transpiração, num puro passionalismo.
O passado não pondera. O futuro não passa pela retina.
Ambos são indomáveis. Se no outro há melancolia, nesse há esperança.
Não me diga acerca do esperar. Nada espero. Tudo espero. Respiro os sentires todos.
O advir há de vir. Mutável. Divino. Vanguarda. Porque há o hiato inominável harmonizando pontes.
Afinal, não há pureza. O mundo é lama.
Mas não se engane. Não falo da noite. Tampouco do dia. Apenas sinto " a hora perigosa".
E ela passa todos os dias. Como uma crônica envelhecida pelo agora.
