quarta-feira, 23 de maio de 2012

As máscaras...

Quando me olho no espelho não vejo o que fui fisicamente. Não consigo, e nem tenho fotos pra recordar de como eu era, pois todas elas foram devidamente descartadas. Só noto à distância o sentir daqueles instantes. Queria poder voltar àquele tempo em que a inocência ainda estava pregada à minha alma como natural. Dar de cara novamente com um redor sem desconfianças. Do hoje é contrário, como se a cada momento fosse subtrair o que pertence a outros. Muitos se esquecem de que o vazio é a presença do nada.Eu disse: nada! Espelhos, por favor!!! Por vezes ainda teimo. Em vão. Há desilusões. Há insegurança. Há tristeza. Todas persistentes num canto da memória. Quando nasci li num letreiro divino: seja bem-vindo a esse mundo insano, desconfiado, e injusto. E se há beleza logo a destroem. Dirão: nosso que pessimismo. Nada disso: realidade, meus amigos. Sirvam-se do banquete farto da maldade e da maledicência humana. Elas vive. Minha inocência, jaz. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

São

Ah, o tempo!
Doce certeza de que tudo passa.
E passará?
Ah, doce solidão das horas incertas!
Caminharemos?
Oh, amarga dúvida.
A cicatriz na pele do tempo.
Somos um, eu e você, nesse universo.
Doce saudade.